O Guia do Mochileiro das Galáxias – A trilogia de 5 livros (Parte 2)
Na Parte 1, falamos sobre Orson Welles e a aterrorizante transmissão de rádio que fez em 1938, detalhando uma invasão alienígena.
E agora, continuando…
40 anos mais tarde, em 1978, estreava no rádio uma série, também focada no tema alienígena. Porém, desta vez, ao invés de inspirar terror na população, a série inspirava risos. A comédia de ficção científica se chamava “The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy” (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”), e desde sua estréia no rádio, há exatos 30 anos, ela já teve várias encarnações, nos mais diversos tipos de meios de comunicação: foram revistas em quadrinhos, jogos de computador, séries de televisão… Enfim, era Guia do Mochileiro das Galáxias para todos os gostos. A adaptação mais famosa (aqui no Brasil), porém, foi editada em formato de livro. Uma trilogia que, ao contrário das outras, teve 5 livros.

Narrando as hilárias aventuras do protagonista Arthur Dent nesse novo universo de pedir caronas interplanetárias, o enredo se apoiava também em vários outros personagens:
- Ford Prefect: um dos autores que contribuía com o Guia. Ele estava na Terra com Dent no momento em que ela foi destruída (não estou estragando a surpresa de ninguém ao dizer isso, pois esse fato ocorre logo nos primeiros capítulos do primeiro livro);
- Zaphod Beeblerox: um alienígena de duas cabeças que parece não ter bom senso em nenhuma delas;
- Trillian: uma mulher terráquea, que costumava se chamar Tricia McMillan, e com quem Dent já havia esbarrado uma vez, antes da destruição da Terra;
- Marvin: um robô em eterno estado de depressão. Pessimista e sarcástico, o copo não está nem meio-cheio nem meio-vazio para ele. Está mesmo é vazio. Sempre.
A premissa da história é a seguinte: Arthur Dent é um cara como qualquer outro. Acorda, vai até a porta de sua casa, pega o jornal e… vê um trator pronto para destruir sua casa. Ele fica desesperado, mas Ford Prefect o convence a sair para beber uma cervejinha com ele. Quando ele volta, vê sua casa destruída, mas Prefect o avisa que isso já não importa mais. Não importa mais porque em segundos a terra vai ser destruída, e tudo o que eles têm tempo para fazer é pegar uma toalha (artigo imprescindível na vida de um mochileiro das galáxias) e tentar pegar uma carona com alguma nave alienígena. E a partir daí a história se desenvolve, de tal maneira brilhante e viciante que quando você vê o fim do livro chegando, dá até vontade de parar de ler só para que ele não acabe.
À dita “trilogia” são atribuídos 5 livros pelo fato dos 3 primeiros serem, de fato, a saga de Arthur Dent pegando carona, se estrepando, e sendo sacaneado e ao mesmo tempo, salvo por Ford Prefect. De uma maneira um tanto quanto peculiar, pode-se dizer que a história compreendida em “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, “O Restaurante no Fim do Universo” e “A Vida, o Universo e Tudo Mais” tem começo, meio e fim.
Já os dois últimos integrantes dessa curiosa trilogia, “Até Mais, e Obrigado pelos Peixes!” e “Praticamente Inofensiva” são uma espécie de adendo à já consagrada série. As histórias narradas nesses dois volumes se passam numa linha do tempo ligeiramente diferente daquela na qual os três primeiros livros são ambientados. Mas nem por isso o estilo sarcástico e suavemente ácido de Adams deixa de ser impecável! Eu os recomendo tanto quanto quaisquer outros livros da série!
E acho que é isso, espero que levem esse post em consideração da próxima vez que forem pegar um livro da prateleira, pois tenho certeza que não iriam se arrepender de fazer essa leitura!
Beijos, e até o próximo encontro!
